Espaço Holbein Menezes

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Manuel Duarte o 2/11/2009, 10:38

António José da Silva escreveu:Sempre achei (tecnicamente) estranho, que num condutor de, digamos, 2,5 mm2 de secção, se queiram ter umas bananas enormes que correspondem talvez a uns 25mm2 de área de contacto. Não é que faça mal...


Nestes casos, a "pecar" que seja sempre para mais que para menos ...

Manuel Duarte
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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  António José da Silva o 2/11/2009, 10:41

Manuel Duarte escreveu:

Nestes casos, a "pecar" que seja sempre para mais que para menos ...


O problema é que não faz bem, nem faz mal. Não faz nada. Mas isto seria entrar dentro da lógica, e a maioria dos audiófilos não gosta de envergar por este caminho.

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  blink o 2/11/2009, 11:23

António José da Silva escreveu:
O problema é que não faz bem, nem faz mal. Não faz nada. Mas isto seria entrar dentro da lógica, e a maioria dos audiófilos não gosta de envergar por este caminho.


Faz mais mal que bem ter bananas com grande massa metálica devido á indutância que interagem entre si, isto aplica-se também nas fichas RCA que a meu vêr devem ter o mínimo possível de material metálico.


Última edição por blink dia 2/11/2009, 13:26, editado 1 vezes

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Pierre o 2/11/2009, 12:20

Então mas o Arataca, dá para coluna ou não?

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  blink o 2/11/2009, 12:41

holbein menezes escreveu:Amigos, informem-me em MP seus endereços e remeter-lhes-ei exemplares do Aracara, sem acabamento; quer dizer, sem fichas. Mas aviso: o estoque está quase no fim.

Holbein.


Caro Holben, é com prazer que receberei a sua oferta, como acredito mais nos cabos feitos por nós que os aclamados pela indústria, será uma mais valia no meu sistema confrontar mais uns cabos com essas características que acredito serem de boa construção. Já enviei PM com os meus dados.

Cumpts,

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Manuel Duarte o 2/11/2009, 13:20

blink escreveu:
António José da Silva escreveu:
O problema é que não faz bem, nem faz mal. Não faz nada. Mas isto seria entrar dentro da lógica, e a maioria dos audiófilos não gosta de envergar por este caminho.


Faz mais mal que bem ter bananas com grande massa metálica devido á indutância que interagem entre si, isto aplica-se nas fichas RCA que a meu vêr devem ter o mínimo possível de material metálico.


Aqui estávamos a falar de colunas!

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  blink o 2/11/2009, 13:25

Manuel Duarte escreveu:Aqui estávamos a falar de colunas!


Correcto, já alterei, esqueci de meter a palavra "também" (....aplica-se também nas fichas RCA....)

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Luke Skywalker o 2/11/2009, 13:28

Pierre, o Arataca serve sim para colunas, melhor se forem cabos individuais, usando os 3 condutores, um cabo para (+) e outro para (-).

Eu já vi e ouvi dois projetos de caixas com eles e gostei do resultado.

Vejam um exemplo abaixo:










O Rodrigo (Zippang) acariciando uma das meninas...


Concluindo o projeto.


A excelente dupla e aquele sentimento de dever cumprido...



E o projeto acabado:

http://www.youtube.com/watch?v=xUfWtlQG9NY

Estas são as Full Bundchen do amigo Weber, um audiófilo aqui do Brasil

Quem tiver interesse, pode ver toda a saga da construção delas no link abaixo:
http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=106546&page=9

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Abraços,
Luke
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Diálogo audiota.

Mensagem  holbein menezes o 3/11/2009, 10:50

O "filó eletrônico" e o adjetivo “anárquico-armonial”.

Ricardo Macedo:

Não se trata (o efeito do filó eletrônico, HM) de um novo ritmo ou equipamento, mas de um efeito bastante comum em nossas salas e batizado pelo Holbein em artigo, com esse adjetivo anárquico-armorial. E se você pensa que isso é coisa dos sistemas mais simples e que precisa de um caminhão de dinheiro para solucioná-lo, está enganado! O mesmo artigo mostra que sistemas carésimos e sofisticados podem padecer do problema, MAS a solução existe e não se encontra nem na Som Maior e nem na Syncrotape.

Holbein Menezes:

“Adjetivo anárquico-armorial” é o quê, Macedo? Anárquico eu aceito, e entendo muito bem, sou anarquista desde que a utopia socialista do determinismo histórico, que eu professava com paixão e alto grau de confiança no seu caráter científico, reduziu-se a pó pela burra burocracia stalinista. Mas em matéria de “armorial” meu amigo, meu brasão é tão falso que nem cédula de três reais. Porquanto meus antepassados portugueses assinavam-se Bernardo da Silva, mas um João Bernardo da Silva, um dos três filhos do velho Manoel Bernardo da Silva gostava de cantarolar uma toada em cujo estribilho havia um verso que nomeava muitas vezes um tal de Senhor Menezes. E de tanto cantarolar essa toada chata, João, que residia na Cacimba do Povo subúrbio da cidade de Aracati, ali pertinho de Canoa-Quebrada, passou a ser conhecido como João Menezes. A neta de João Menezes, minha avó paterna, dizia-se chamar-se Ana Francisca de Jesus. Meu pai Ezequiel, rábula, jornalista, escritor, maçom, livre-pensador inconformado com a disparidade do nome da mãe resolveu botar ordem no galinheiro e registrou sua mãe que jamais fora registrada como Ana Francisca de Menezes, e ele, como Ezequiel Silva de Menezes, o Silva tirado do pai Chico Ezequiel da Silva. Assim, pois, meu “armorial” é papo-furado.

Poeta Paulo Goes:

EU VI SEU SITE ARATACA.
POR SINAL, MUITO BEM FEITO.
MAS NÃO ME SURPREENDI
PORQUE CONHEÇO O SEU JEITO
SEU MANEJAR COM CUIDADO
O QUE LHE ESTÁ NA CABEÇA,
FAZENDO COM MAESTRIA,
COM AMOR E DEVOÇÃO
TUDO AQUILO QUE SERIA
DE UM GÊNIO - SUA CRIAÇÃO.


Holbein Menezes:

Também eu, PG, gosto muito do saite do Gondim (www.logoseletronico.com) e não foi por acaso que troquei o mal-ajambrado AudioDicas pelo mui bem-feito logos eletrônico. Com isso estou a economizar uns trocados e a ganhar textos não truncados. Com toda a liberdade que sempre tive de ser livre liberto libertário e até libertino... Sim, cunhado, não tem visto as boazudas com as quais nuas em pelo o Ricardo tem ilustrado meus textos? Ele bem que podia explicar aí embaixo o que tem a bunda com as calças...

Gondim:

Assinale a alternativa correta:
( ) Gondim pretende demonstrar que audiofilia e melomania são expressões da sexualidade humana.
( ) Gondim deseja afirmar de modo encantador que a audiofilia ainda é essencialmente masculina.
( ) Gondim é uma alma conturbada que confunde o logos com parede de oficina.
( X ) Gondim não está tomando os remédios.


Ricardo Macedo:

Todos nós somos meio reféns da beleza e é inegável que um bom designe provoca tentações que eu comparo aos dispositivos luminosos de alguns peixes abissais e que são usados para atrair as suas presas. Esse fato, aliado à vaidade, costuma interferir na escolha dos equipamentos e o teu relato é importante pois comprova que a preocupação dos teus textos não é complicar lojistas, implicar com importadores ou desmoralizar fabricantes. Nada disso! Mas se eles investem mais em marqueting e aparência do que nos circuitos ou em uma operação que permita vender os seus produtos por preços razoáveis, cabe desmistificar essas lendas e os vícios do mercado e mostrar que não se precisa de uma caminhão de dinheiro para se ter um bom sistema.

Por vezes podem suspeitar que defendo o áudio artesanal e externo a minha admiração pelo Holbein por mera simpatia ou, quem sabe, até por interesses escusos, como a obtenção de favores ou de um "descontinho". Nada disso! O cabo Arataca-HM (que é distribuído de graça), tão singelo, esquálido e de baixo custo, bateu em vários ícones do setor e comprova que não preciso gastar 1000 dólares para ter uma boa performance.


Holbein Menezes:

“... por interesses escusos, como obtenção de favores ou de um “descontinho.”

Que diabo de favores posso eu oferecer a alguém? de mim, o que tenho em demasia são anos de idade, mas interessar-se por eles quem há-de? Quanto ao descontinho, serve 100%? Porque só sei vender... de graça.

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Diálogo audiota- 2º tempo.

Mensagem  holbein menezes o 3/11/2009, 11:02

Diálogo audiota.

O “Arataca” e os 300B.

Lino de Elias de Pina:

O 300B que você ouviu é o SET 300B que o Rui montou para mim, com válvulas EH300B Gold Grid, na sexta feira eu que estava parecendo o marido traído, finalmente o ouvi, agora que, se tudo der certo, ele virá para meu escritório no final desta semana ou na próxima, onde excitará as caixas que fiz para ele.

Ao ouví-lo deparei-me com o conforto extremo que ele me trouxe. Fiz para ele um par de cabos Arataca, enquanto aguardo a chegada do cabo norma MIL com revestimento de prata que importei e os conectores Neutrik que equiparão este cabo. Penso que a prata será melhor do ponto de vista de áudio que o níquel que reveste este que nós temos.

Ontem quando, durante a tarde, ouvia Dolores Duran através do atual Arataca, de níquel, com conectores RCA marca barbante, de níquel também, encontrei inúmeras passagens nas músicas que ouvia, que jamais ouvira antes, elas estavam lá, veladas pelo resto dos aparelhos que as subtraía aos meus ouvidos. Hoje enquanto escrevo e ouço música percebi um sino que jamais ouvira numa das audições. O cabo é ímpar, não há como explicá-lo, somente ouví-lo, funciona melhor do que as muitas e infindáveis teorias que nos explicam, matematicamente, porque ele é tão bom.

Quando ouvi o SET300B minha impressão foi de que todos os instrumentos lá estavam, presentes na música, os graves, os médios e os agudos estavam lá, o canal direito estava na direita e o esquerdo na esquerda, isso não é pouca coisa já que os bate-estacas que nos vendem a preço de ouro em pó não conseguem esta façanha.

Mas nada disso serve para ouvir o "pagode do zé da porteira" ou os ganidos de alguns "tadeu e tadano" ou "banda colapso" que nos castigam os ouvidos por aí. Esta qualidade, graças à absoluta falta de cultura, seja ela qual for, da massa ignara, não é para muitos, o que é uma pena, pois ouviríamos um mundo mais equilibrado e gentil, menos agressivo e retumbante.

Infelizmente a massa ignara prefere a novela das oito a ler Victor Hugo, prefere a "banda colapso" à Nara Leão, prefere o Faustão ao Letterman ou mesmo ao Jô, prefere Cygnus aos Termiônica, SE e WE, como sempre foi aliás.

Cabe a nós todos, que somos formadores de opinião, melhorar um pouco disto a cada dia.

Holbein Menezes:

O que mais me impressiona no desempenho do Arataca-HM, em comparação com cabos de grife como o “The Second” do van den Hul, o “Gold” do George Cardas, os muitos modelos que possuo da Logical Cable e os “Marathon” e “Silver Baron” da Absolute Acoustics, é que esses apesar de excelentes cabos de confecção exemplar com terminais de altíssima qualidade deixam-se superar em transparência e ilusão de palco pelo esquálido cabinho Arataca inda que terminados com plugues chinfrins.

E mais: o Arataca-HM não é um cabo especialista, isto é, ou só para áudio, ou só para digital, ou só para caixas, ou só para força; o Arataca pode ser usado com ganho audível em qalquer desses elos. Isso é único e notável. Por fim: não há qualquer mérito meu em relação a esse cabo “espec.mil”, apenas tive a oportunidade de experimentá-lo talvez até por falta do que fazer ou por compulsão de estar a fazer alguma coisa sei eu lá. Com muito boa vontade pode-se elogiar o apelido que botei nele, e que pegou. Até ando a pensar passar a apelidar certas leis brasileiras, quem sabe não pegam...

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  vinilsuporter o 3/11/2009, 11:21

holbein menezes escreveu:

Ontem quando, durante a tarde, ouvia Dolores Duran através do atual Arataca, de níquel, com conectores RCA marca barbante, de níquel também, encontrei inúmeras passagens nas músicas que ouvia, que jamais ouvira antes, elas estavam lá, veladas pelo resto dos aparelhos que as subtraía aos meus ouvidos. Hoje enquanto escrevo e ouço música percebi um sino que jamais ouvira numa das audições.


peço desculpa pelo off-topic, mas recomendo a quem não conhece a audição de uma das maiores vozes que o brasil produziu (na minha modesta opinião). a paz que a sua música nos transmite é algo de fabuloso.

o paulo autran e a clara nunes fizeram um lp de homenagem intitulado "brasileiro profissão esperança" que até arrepia os mais sensíveis tal a garra e a força interpretativa que colocaram no mesmo.

foi pena a Dolores Duran ter aqueles problemas de coração desde a sua meninice e ter morrido tão jovem.

jose mario

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Dolores Duran

Mensagem  holbein menezes o 3/11/2009, 13:27

Não só cantora, José Mario, Dolores foi excelente compositora, autoras de clássicos como "A Noite do meu bem". De inigualável melancolia; de melodia soturna como convém aos dramas do sentimento, e de uma poética belíssima.

Boa a lembrança.

Holbein.

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Pierre o 3/11/2009, 14:39

Caro Holbein e foristas.
Ainda a propósito de cabos e suas topologias, aqui fica meu testemunho e experiência´caseira.

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Cabos :
Straight Wire Quartet , 2 condutores juntos de cerca 2mm em twist para cada um dos pólos. Formando assim 4mm para cada pólo.
Portanto altamente capacitivos.

Cyrus Solid Core, 2 condutores unif de 1mm separados 1cm como todos conhecem. Menos capacitivos mais indutivos.

Cd,s :
Editors “In this light and on this evening”
The XX “XX”
Deradoorian “mind raft”
Dvorák “ Symphonie no 9”
Prokofiev “ Peter and the Wolf”

Nos últimos tempos adquiri os famosos Cyrus Solid Core para experimentar a topologia aliada a este cabo em comparação a uns vulgares Straight Wire multifilares e de secção apreciável.

Como andei nas audições dos referidos cds na aquisição dos Cyrus, pouco dei importância à satisfação imediata com estes cabos porque queria era ouvir música sem grandes análises. Explorei estes cds de forma a conhece-los o mais possível para uma futura comparação.

Mas como o bicho não pára, lá fui investigando e a sisma novamente a roer!
Capacidade, indutância, skins e sei lá mais, o que é certo é o meu (nosso) ouvido e percepção.
Então depois de uma longa audição dos cds com os Cyrus, resolvi aplicar os Straight Wire novamente mas com a configuração ainda mais capacitiva. 4mm para cada pólo.

Cyrus Solid Core- São uns cabos que demonstram vivacidade e impacto, como se houvesse uma maior transmissão de corrente, o que não pude ficar indiferente. Contudo essa vivacidade, sobretudo na gama média, causa alguma suspeita juntamente com um grave, rápido mas muito grande e algo empolado. Nos Editors em faixas de produção mais “fumarenta” não é perceptível pequenos contornos e nuances vocais. Graves mais fortes mas também pouco focados nos The XX, contudo rápidos.

Straight Wire Quartet – A musicalidade e o timbre de certos instrumentos é notória com a mudança. Os graves não são tão rápidos e as vozes até tendem ao pequeno recuo, dada a vivacidade dos Cyrus. Contudo essa vivacidade é logo desmascarada pelos Straight Wire, de falsa vivacidade e de incremento de algo artificial no som por parte dos Cyrus.
Com os Straight Wire dou por mim a ouvir de forma mais correcta a apresentação do grave. Fisicamente mais coerente e não tão abstracto como nos Cyrus. Na vozes não existe a artificialidade no timbre revelada com os Cyrus. Ouve-se de forma mais fluida e as passagens de baixos são mais perceptíveis como já disse. Não empolam o grave nem aguçam o agudo. Têm uma passagem mais linear do espectro sonoro. Mais agradável.
Com música clássica não me costumo enganar. Em Dvorák dou por mim a escutar violoncelos onde com os Cyrus estavam “ocultos” devido ao conjunto harmónico ser pomposo. Em Peter and Wolf a flauta não faz efeito de zunir ao ouvido como nos Cyrus. É uma flauta que se houve com o pequeno sopro que a gravação proporciona. É uma gravação que permite escutar de forma clara os instrumentos e seu timbre real.

Conclusão; Os Cyrus Solid Core em poucas palavras, “barulhentos”, vivaços mas que incrementam no sinal. Com perdas. Em comparação com Straight wire.

Não sendo dos melhores, os Straight Wire vão cumprindo humildemente o seu papel, com maior percepção das harmonias e timbres.


Claro está que isto foi no meu modesto sistema com amplificação dinaussárica e um leitor ainda mais barato que as Usher.

Na aprendizagem convosco destas teses levou-me a debruçar nestas audições.
Isto só prova a mim mesmo, que os defensores da topologia solid core não podem universalizar o esquema, por mais que as contas de laboratório batam forte.
Poderão funcionar de forma mais correcta em diversos setups mas neste caso existe o contrário
3+1=4 2+2=4 e 1+3 também o é.

Fica aqui minha análise sincera.

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Gulda & Mozart.

Mensagem  holbein menezes o 4/11/2009, 17:13

Concertos para piano 20 e 26, do Divino Mestre Mozart, com o pianista e regente Friedrich Gulda, e a Orquestra Filarmônica de Munich, gravação em DVD da Hyperium, distribuição da Pioneer Classics, PC 99.103, de 83 minutos,

Regendo em traje esporte a Munich Philharmonic, a grande orquestra moderna tornada uma das maiores do mundo por Sergiu Celibidache – assumiu sua direção em 1979 –, o pianista do concerto deste devedê, Friedrich Gulda, excêntrico e indisciplinado inda que acima de tudo virtuose, toca um Mozart sublime. Leva-o quase infantil, na mais pura simplicidade, descontraído, com espírito esportivo, até um tanto brincalhão – ainda que com grande mestria técnica – a lembrar a aparente irresponsabilidade do jovem Mozart. Gulda, que faleceu recente, tocava jazz e música erudita, além de compor. Nasceu em Viena, em 1930 e começou a tocar piano com idade de 7 anos. Quando completou 12, ingressou na Academia de Música de Viena, e quatro anos depois tirou o primeiro lugar no Festival Internacional de Música, de Gênova. Em 1949, Gulda fez sua primeira excursão pela Europa, viajando até a América Latina. Nessa turnê tocou Bach, Mozart e Beethoven. No ano seguinte, fez sua estréia no famoso Carnegie Hall, nos Estados Unidos.

A partir de 1951, envolveu-se profundamente com a música jazzista, tendo feito uma apresentação de muito sucesso, improvisando ao lado do trompetista Dizzy Gillespie. Deu o seu primeiro concerto de jazz em Birdland, em New York City, seguido por uma participação no Newport Jazz Festival. Após o que formou uma banda jazzística, a Eurojazz Orchestra, que tocava jazz e música erudita, alternadamente. Em Viena, cidade com tradição de música erudita, Gulda organizou em 1966 um festival de jazz e música clássica. Esse festival e outras atividades musicais deram a ele o Anel Beethoven, de 1970, outorgado pela Academia de Música de Viena. Todavia, em protesto contra o conservadorismo do sistema educacional da Academia, Gulda devolveu a ela o Anel de Beethoven. Tal atitude reforçou seu conceito de músico excêntrico, o que lhe valeu ser posto no ostracismo pelo establishment. De outra parte, músicos de jazz da estirpe de um Joe Zawinul promoveram vigorosa campanha de combate a Gulda em face do programa que ele concebera para um festival em Salzburg, em 1988. Campanha que motivou o cancelamento, no último minuto, de um concerto que Gulda iria dar em Salzburg, tocando Mozart. Em 27 de janeiro de 2001, com 70 anos, Friedrich Gulda morre em Viena, sua terra natal, vítima de ataque cardíaco.

O Concerto para piano nº 20, em Ré menor (K.466), de Mozart, foi composto numa época de febril atividade do compositor. Ele próprio confessa em carta de 21 de março de 1785 (o concerto foi terminado em 10 de fevereiro desse ano): “Tenho as mãos tão ocupadas e quase não encontro um minuto que pudesse dedicar a mim.” Mozart vivia seu melhor e mais alto momento como compositor e pianista. Na noite da estréia da peça, Leopold, o pai de Mozart, chega à Viena. E comparece ao recital, e sobre o recital se expressa em carta à filha: “Na noite de minha chegada, fomos ao primeiro concerto de assinatura... Além das sinfonias, uma cantora italiana cantou duas árias e depois houve um excelente concerto para piano no qual o copista ainda trabalhava quando chegamos, e do qual teu irmão não tivera tempo de tocar o rondó...” (Nota de Holbein: trata-se do 3º Movimento, allegro assai em Ré menor, do concerto nº 20. “... porque precisava rever a cópia.” Nessa mesma noite Mozart toma conhecimento de uma frase dita a seu respeito por Joseph Haydn (1732-1809): “Vosso filho – disse Haydn a Leopold, pai de Mozart – é o maior compositor que conheço.” Era a consagração, porquanto Haydn estava considerado a maior estrela da música erudita de então, e o compositor de maior prestígio em Viena.

Por essa ocasião, em fins de 1784 casa-se a irmã de Mozart. O genial mano não teve oportunidade de estar presente, mas dedicou à irmã um poema. Ironia do destino: gênio da música, que era para ele mãe prolífera e dadivosa, Mozart era mau poeta, a quem a Musa tratava como madrasta. Poetou o gênio... da música: “Ao se casar, vai compreender / o que antes era uma charada / Saber da própria experiência / que trouxe à Eva a conseqüência / de com Caim ser contemplada. / Mas, das esposas o dever / pode até mesmo dar prazer, / nem ser assim tão pesado. / Na vida a dois, a alegria / se alterna com nostalgia / pois, tudo tem o outro lado. / Agora, se o seu marido / chega em casa aborrecido / e a maltrata sem razão: / lembre que isso é passageiro / e lhe obedeça o dia inteiro... / mas, à noite, diga – não.” Horrendo, não? Horrível, para dizer o menos!


Última edição por holbein menezes dia 4/11/2009, 17:22, editado 1 vezes

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Gulda & Mozart.

Mensagem  holbein menezes o 4/11/2009, 17:15

2º Tempo:

O segundo concerto deste devedê é o nº 26, em Ré maior (K.537), ainda de Mozart, ainda executado por Friedrich Gulda. Essa peça foi composta no ano de 1788, um dos mais difíceis para as sempre precárias finanças de Wolfgang Amadeus. Sem emprego fazia muito tempo, Mozart aprendera a viver de expedientes: via-se obrigado a pôr no penhor objetos de uso pessoal, a vender suas obras geniais a preço vil, a pedir a amigos e protetores dinheiro emprestado (empréstimos que ele que não pagava), e até a atuar como cantor em teatros populares (“bufos”), tudo para obter alguma pecúnia. Completamente desesperado, chegou a não ter pudor de confessar-se, em carta de 12.7.1788 a um amigo: “... infeliz e inocentemente perdido junto com minha pobre esposa doente e meu filho”. Isso não obstante – ó divina contradição! – como criador de música erudita permanecia invicto e incólume e genial. O concerto nº 26 (conhecido como Concerto da Coroação), é um brado de afirmação nos princípios imorredouros da música grego/romana, dos quais o Divino Mestre jamais abriu mão, apesar de a peça ter sido ridicularizada pelos “cronistas sociais” do tempo, que consideraram a obra um “retrocesso” em relação ao estilo galante tão do gosto da aristocracia feudal entediada – e Mozart rompera com o estilo bom vivant já com o concerto nº 20, mas os “formadores de opinião” da imprensa vienense, como sói acontecer com os que se julgam “formadores de opinião”, não se deram conta dessa importante evolução.

(As dificuldades financeiras de Mozart, e seu impudor, ficaram registradas, tal espelho de uma época e de um caráter, nas muitas cartas que endereçou a amigos, pedindo dinheiro emprestado. A um desses amigos, seu irmão maçom, Michael Puchberg, de Viena, escreveu Mozart em carta de junho de 1788: “Sua verdadeira amizade e amor fraterno me permitem a ousadia de pedir-lhe um grande favor: ainda lhe estou devendo 8 ducados – apesar de atualmente não ter condições de devolvê-los, minha confiança no senhor é tão intensa que ainda me atrevo a pedir-lhe ajuda, emprestando-me 100 Gulden...”.)

Desse jeito viveu um gênio da Humanidade. E muitos outros assim viveram também... Sabe-se, por exemplo, que Haydn foi “obrigado” a vender a mais de uma pessoa alguns de seus magistrais quartetos para cordas... Com isso cometendo crime de estelionato! E parece que Beethoven, em um de seus quartetos, pôs de propósito uma frase e repetiu-a na peça muitas vezes, a indicar insistência... sabem em quê? na cobrança de seus direitos autorais para os quais seu editor fazia ouvidos moucos...

holbein menezes
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