Espaço Holbein Menezes
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Comentários de um filósofo aposentado.
"Tudo tem sua beleza, tudo tem sua virtude..." Mas também tudo tem sua feiura, tudo tem sua ignomínia; porque não há o alto sem baixo, nem o preto sem branco. Só há os espertos porque existem os ingênuos; da mesma maneira como só são audiopatas quem já foi aufiófilo...
"Cada ouvido elege...". Não é bem assim, mesmo porque ouvimos o que desejamos ouvir, e esse "desejamos" está prenhe de necessidades emocionais e idiossincrasias. Quando se dá bom e rico dinheirinho para ter-se 22.2 canais de som, ouvir-se-ão... 22.2 canais de som; pelo menos no nosso particular departamento de vaidade a serviço da necessidade de poder. Não conheço ninguém que tenha despendido 100 mil dólares por um conjunto eletrônico para a reprodução do som que não "ouça" 100 mil dólares de som; quando nada, de começo, isto é, até que despenda 200 mil dólares por outro conjunto; e aí o de 100 mil dólares... não passava de uma mer&@.
Albert Einstein escreveu carta a Sigmund Freud a pedir que ele explicasse porque os homens se destruiam em guerras; Freud respondeu: porque os homens são assim, destrutivos, e ninguém pode fazer nada para tornar os homens não destrutivos. Há o instinto básico de vida mas há, igualmente, o instinto básico de morte. Assim somos nós. E também há os auto-destrutivos: 22.2 canais, pô, não há ouvido para tanto. Por isso, VIVA O FONE DE OUVIDO... para dois ouvidos apenas!
Holbein.
"Cada ouvido elege...". Não é bem assim, mesmo porque ouvimos o que desejamos ouvir, e esse "desejamos" está prenhe de necessidades emocionais e idiossincrasias. Quando se dá bom e rico dinheirinho para ter-se 22.2 canais de som, ouvir-se-ão... 22.2 canais de som; pelo menos no nosso particular departamento de vaidade a serviço da necessidade de poder. Não conheço ninguém que tenha despendido 100 mil dólares por um conjunto eletrônico para a reprodução do som que não "ouça" 100 mil dólares de som; quando nada, de começo, isto é, até que despenda 200 mil dólares por outro conjunto; e aí o de 100 mil dólares... não passava de uma mer&@.
Albert Einstein escreveu carta a Sigmund Freud a pedir que ele explicasse porque os homens se destruiam em guerras; Freud respondeu: porque os homens são assim, destrutivos, e ninguém pode fazer nada para tornar os homens não destrutivos. Há o instinto básico de vida mas há, igualmente, o instinto básico de morte. Assim somos nós. E também há os auto-destrutivos: 22.2 canais, pô, não há ouvido para tanto. Por isso, VIVA O FONE DE OUVIDO... para dois ouvidos apenas!
Holbein.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Data de inscrição: 09/06/2008
António Bento (Onde anda você?)
DUAS COLUNAS, OU SETE?
Por Antonio Bento.
O conceito de evolução é um tema interessante. Nem toda a gente considera
uma mesma coisa como evolução. No caso geral da raça humana, que se diz que
tem evoluído, há quem conteste, e bem, que a evolução não se pode medir
pelo grau de disseminação de shopping-centers, mas antes pelo nível médio
global de qualidade de vida - e não sei se já alguém fez as contas, mas
creio que o nível médio global de qualidade de vida não deve andar muito
melhor do que na Idade Média.
Aparte estas considerações que são demasiado políticas para esta Seção,
a música e a sua reprodução estão num estado de evolução - ou assim se diz.
Mas, o que é evolução? Para mim, por exemplo, as bóias dos autoclismos evoluíram,
porque estão mais simples, mais baratas, mais fáceis de produzir, com menos peças,
e mais eficazes. Quando olho para um sistema surround, não sei mesmo.
Quando olho para um daqueles mesmo complicados, com leitor, processador, prévio -
ou prévios - vários amplificadores, quilómetros de fios e um ror de colunas, não sei mesmo.
Vamos lá; temos dois ouvidos, duas colunas chegavam, certo? Mas, a verdade
é que o nosso universo sonoro é omnidireccional, e para recriar essas
condições duas colunas não chegam. Sete parece que chegam.
Se no caso do cinema a experiência omnidireccional é útil, ou no caso de
jogos, ou no caso de recriação de ambientes, no caso da música parece-me
supérfluo. Vamos lá, normalmente estamos de frente para o evento musical,
nunca no meio dele, ou detrás dele, ou de costas para ele.
Eu poderia argumentar contra mim que qualquer evento musical produz
reverberações laterais, traseiras, e que a recriação do ambiente total do
evento exige que essas reverberações sejam fielmente reproduzidas - por
oposição às reverberações sempre parasitas da sala de audições.
O problema é que com duas ou sete colunas, a sala de audições continuará
sempre a produzir reverberações parasitas. Não sendo técnico de acústica,
não sei se a reverberação parasita de sete colunas é mais negligenciável do
que a de duas, ou se pelo contrário se criam interferências muito mais
nocivas. Sem falar que, se colocar correctamente duas colunas numa sala já
é motivo para tratados, colocar sete não deve por definição ser mais
simples.
Neste ponto, em que tudo é muito novo, quase só temos a palavra dos
fabricantes / vendedores para nos guiar. E é legítimo que o consumidor
desconfie. Afinal, quem vende colunas prefere vender as sete de cada vez.
Multiplicar os lucros por sete é um sonho de qualquer empresa. Não digo que
estejam a mentir, não digo que o som seja pior ou igual, mas digo que eu,
no lugar deles, vendia o peixe com toda a vontade.
Neste ponto em que o som multicanal começa a ser norma pergunto se a
palavra evolução é adequada. Nada está mais simples, nem mais barato, nem
mais fácil de produzir. Se está de facto mais eficaz, então trata-se de uma
revolução, não de evolução.
Por Antonio Bento.
O conceito de evolução é um tema interessante. Nem toda a gente considera
uma mesma coisa como evolução. No caso geral da raça humana, que se diz que
tem evoluído, há quem conteste, e bem, que a evolução não se pode medir
pelo grau de disseminação de shopping-centers, mas antes pelo nível médio
global de qualidade de vida - e não sei se já alguém fez as contas, mas
creio que o nível médio global de qualidade de vida não deve andar muito
melhor do que na Idade Média.
Aparte estas considerações que são demasiado políticas para esta Seção,
a música e a sua reprodução estão num estado de evolução - ou assim se diz.
Mas, o que é evolução? Para mim, por exemplo, as bóias dos autoclismos evoluíram,
porque estão mais simples, mais baratas, mais fáceis de produzir, com menos peças,
e mais eficazes. Quando olho para um sistema surround, não sei mesmo.
Quando olho para um daqueles mesmo complicados, com leitor, processador, prévio -
ou prévios - vários amplificadores, quilómetros de fios e um ror de colunas, não sei mesmo.
Vamos lá; temos dois ouvidos, duas colunas chegavam, certo? Mas, a verdade
é que o nosso universo sonoro é omnidireccional, e para recriar essas
condições duas colunas não chegam. Sete parece que chegam.
Se no caso do cinema a experiência omnidireccional é útil, ou no caso de
jogos, ou no caso de recriação de ambientes, no caso da música parece-me
supérfluo. Vamos lá, normalmente estamos de frente para o evento musical,
nunca no meio dele, ou detrás dele, ou de costas para ele.
Eu poderia argumentar contra mim que qualquer evento musical produz
reverberações laterais, traseiras, e que a recriação do ambiente total do
evento exige que essas reverberações sejam fielmente reproduzidas - por
oposição às reverberações sempre parasitas da sala de audições.
O problema é que com duas ou sete colunas, a sala de audições continuará
sempre a produzir reverberações parasitas. Não sendo técnico de acústica,
não sei se a reverberação parasita de sete colunas é mais negligenciável do
que a de duas, ou se pelo contrário se criam interferências muito mais
nocivas. Sem falar que, se colocar correctamente duas colunas numa sala já
é motivo para tratados, colocar sete não deve por definição ser mais
simples.
Neste ponto, em que tudo é muito novo, quase só temos a palavra dos
fabricantes / vendedores para nos guiar. E é legítimo que o consumidor
desconfie. Afinal, quem vende colunas prefere vender as sete de cada vez.
Multiplicar os lucros por sete é um sonho de qualquer empresa. Não digo que
estejam a mentir, não digo que o som seja pior ou igual, mas digo que eu,
no lugar deles, vendia o peixe com toda a vontade.
Neste ponto em que o som multicanal começa a ser norma pergunto se a
palavra evolução é adequada. Nada está mais simples, nem mais barato, nem
mais fácil de produzir. Se está de facto mais eficaz, então trata-se de uma
revolução, não de evolução.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Condicionamento de eneregia - Parte I.
Condicionamento de Energia para Equipamentos Sensíveis. Parte I.
Eng° Aécio Flávio Baraldi Siqueira – Diretor Presidente
SMS Tecnologia Eletrônica LTDA.
1. Introdução
Quando me propus a escrever este artigo, percebi logo de início a complexidade do tema e qual seria a minha dificuldade em expressar conceitos corretos e atualizados. Esclarecer e informar com precisão os leitores que buscam compreender a influência que os distúrbios da rede elétrica causam no desempenho de equipamentos sensíveis é o maior desafio. Para esta árdua tarefa busquei ajuda e envolvimento do Staff de Engenharia da nossa empresa, em especial do Renato Loureiro e Marco Antonio Damasceno, gerentes de R&D. Do brainstorm resultante, surgiu então a possibilidade deste artigo, mais preciso e atualizado.
Aos leitores alertamos desde já que este artigo não é uma leitura “das mais agradáveis”. Talvez não seja tão desagradável quanto ler bula de remédio, por conter novos conceitos, porém as informações são essenciais para o leigo e, principalmente, para os profissionais da área.
2. Consensos
Existe hoje muita dúvida e confusão a respeito de conceitos e terminologia usados nesta importantíssima área de atividade humana chamada Condicionamento de Energia.
“Condicionar a energia” significa estabelecer padrões de comportamento previsíveis para a energia da rede elétrica do sistema público de distribuição. Portanto, um equipamento de condicionamento de energia recebe uma energia de corrente alternada denominada tensão AC (corrente alternada ou ainda CA), normalmente carregada de distúrbios e eventos potencialmente destrutivos e imprevisíveis. Essa tensão então é transformada em uma Energia AC condicionada, com um comportamento previsível e aceitável para a maioria das cargas que dela necessitem. Por carga, chamamos qualquer tipo de equipamento ou dispositivo eletrônico como: motores AC, motores DC (corrente contínua ou ainda CC), lâmpadas, eletrodomésticos, computadores, equipamentos de áudio e vídeo, equipamentos médico-hospitalares, equipamentos de telecomunicações etc., conectados à rede elétrica.
Equipamentos sensíveis são definidos como aqueles que têm seu desempenho mais amplamente afetado pelos distúrbios da rede elétrica. São eles: equipamentos da tecnologia da informação - TI (computadores e seus periféricos, modems, roteadores, hubs etc); equipamentos de áudio e vídeo, principalmente os denominados high-end; equipamentos médico-hospitalares e de telecomunicações. Motores, lâmpadas e alguns dispositivos elétricos costumam apresentar menos sensibilidade a certos distúrbios da rede elétrica e, portanto, não são considerados equipamentos sensíveis. Procuramos dar especial atenção à influência que uma rede elétrica mal condicionada provoca no desempenho de equipamentos de áudio e vídeo high-end. Nesse setor, como em nenhum outro, os efeitos são extremamente perceptíveis.
A qualidade é a tônica da atividade humana no século XXI. Produtos e serviços se voltam no mundo todo para esse objetivo. A energia elétrica não foge à regra. Entretanto, a qualidade de energia elétrica do sistema público de distribuição deixa muito a desejar no quesito qualidade, o que impõe constantes limitações ao desempenho de equipamentos sensíveis e provoca severos problemas ao usuário, como queimas constantes ou manutenção precoce.
Devemos lembrar que o atual sistema de geração e distribuição de energia elétrica foi inicialmente concebido, no começo do século passado, para alimentar motores AC e lâmpadas incandescentes, cargas comuns naquela época. Hoje, o perfil dessas cargas mudou drasticamente e a rede elétrica atual é obrigada a alimentar cargas complexas, cada vez menos lineares, que poluem e impõem harmônicos e ruídos de toda ordem.
Motores AC e lâmpadas incandescentes costumam ser cargas lineares, bem comportadas. Cargas não-lineares, como o controle de velocidade em motores DC, motores de passo, lâmpadas de alta eficiência, reatores eletrônicos, fontes chaveadas e mais uma infinidade de outras que hoje são largamente conectadas à rede elétrica, possuem normalmente a forma da onda de corrente, repetitiva e simétrica, mas não senoidal. Isto significa que pode ser decomposta em harmônicos múltiplos ímpares da senóide original da tensão. Certos equipamentos eletroeletrônicos, como dispositivos à base de arco voltaico e retificadores de meia onda, também são responsáveis por gerar na rede elétrica os harmônicos pares típicos de formas de ondas assimétricas.
Os resultados mais óbvios da multiplicação destas cargas na rede são as distorções observadas na forma de onda senoidal, com introdução de ruídos espúrios de amplo espectro e a formação de um componente DC sobreposto à senóide original. Todos esses eventos são potencialmente danosos para os cada vez mais sofisticados, porém sensíveis, equipamentos de A/V e TI. A própria rede elétrica é afetada pelo aquecimento dos condutores resultante da interferência desses harmônicos, que, entre outros efeitos, podem provocar queima de fusíveis, aberturas erráticas de disjuntores e relés, interferência nas comunicações ou erros de medições.
A despeito de todo o esforço das geradoras e distribuidoras de energia para minimizar esses problemas, eles existirão enquanto permanecer este modelo. Nós consumidores, portanto, devemos estar preparados para enfrentá-los.
Um outro aspecto de consenso diz respeito aos sistemas de aterramento existentes nas instalações elétricas.
O aterramento adequado dos equipamentos e seus cabos de interligação, bem como de filtros de proteção, é imprescindível para o escoamento de ruídos e surtos provenientes da rede elétrica e também para a criação de uma boa referência de potencial elétrico. Isso é essencial para prover proteção, desempenho e melhorar a segurança de operação dos usuários.
A eficácia do aterramento e, por conseguinte, a sua influência nas instalações elétricas são questões que têm sido amplamente discutidas pelos profissionais da área. O fato é que, embora seja um item importantíssimo nos projetos de prédios residenciais, comerciais ou industriais – mesmo que por força da lei –, o que temos observado, na prática, é uma grande negligência na implementação do aterramento. Por outro lado, por parte dos usuários existe ainda um completo desconhecimento de sua real importância.
Cabe ressaltar que uma grande parcela das tomadas de força não disponibiliza o terceiro pino (terra) e o usuário nem sempre tem consciência da importância de usá-lo. Não é escopo deste artigo ensinar como obter um bom aterramento e nem avaliar os efeitos que a falta do mesmo provoca no desempenho e segurança dos equipamentos. Para se obter mais informações sobre aterramentos e instalações de baixa tensão, a norma ABNT5410 pode ser um bom começo.
Atualmente existe um consenso entre os especialistas no sentido de que não é possível a correção dos distúrbios da rede elétrica sem o emprego dos condicionadores de energia. Dependendo do tipo e da qualidade dos mesmos, o usuário poderá obter graus diversos de correção dos problemas e de níveis de segurança. Para o mercado de áudio e vídeo high-end, o usuário deve ter atenção redobrada, pois por melhor que seja a qualidade apresentada por um condicionador de energia, os efeitos nem sempre serão satisfatórios. Isso ocorre porque os filtros e fontes de alimentação intrínsecas a estes equipamentos possuem particularidades de projeto e construção, onde as impedâncias envolvidas podem não casar adequadamente, caso em que não se obtém o efeito desejado. O que se recomenda neste caso é ouvir e ver – não há outra maneira.
Para finalizar, vale assinalar que o consenso prevalecente nos Congressos de condicionamento de energia que ocorrem em todo o mundo é o de que é preciso mudar um pouco o atual paradigma: existe a preocupação, até certo ponto saudável, de saber o quanto meu equipamento é afetado pelos ruídos da rede elétrica; no entanto, pouca atenção se dá ao efeito que o meu equipamento terá sobre a rede. Para tanto, é preciso que se criem legislações específicas capazes de limitar a constante degradação da qualidade de energia elétrica.
Eng° Aécio Flávio Baraldi Siqueira – Diretor Presidente
SMS Tecnologia Eletrônica LTDA.
1. Introdução
Quando me propus a escrever este artigo, percebi logo de início a complexidade do tema e qual seria a minha dificuldade em expressar conceitos corretos e atualizados. Esclarecer e informar com precisão os leitores que buscam compreender a influência que os distúrbios da rede elétrica causam no desempenho de equipamentos sensíveis é o maior desafio. Para esta árdua tarefa busquei ajuda e envolvimento do Staff de Engenharia da nossa empresa, em especial do Renato Loureiro e Marco Antonio Damasceno, gerentes de R&D. Do brainstorm resultante, surgiu então a possibilidade deste artigo, mais preciso e atualizado.
Aos leitores alertamos desde já que este artigo não é uma leitura “das mais agradáveis”. Talvez não seja tão desagradável quanto ler bula de remédio, por conter novos conceitos, porém as informações são essenciais para o leigo e, principalmente, para os profissionais da área.
2. Consensos
Existe hoje muita dúvida e confusão a respeito de conceitos e terminologia usados nesta importantíssima área de atividade humana chamada Condicionamento de Energia.
“Condicionar a energia” significa estabelecer padrões de comportamento previsíveis para a energia da rede elétrica do sistema público de distribuição. Portanto, um equipamento de condicionamento de energia recebe uma energia de corrente alternada denominada tensão AC (corrente alternada ou ainda CA), normalmente carregada de distúrbios e eventos potencialmente destrutivos e imprevisíveis. Essa tensão então é transformada em uma Energia AC condicionada, com um comportamento previsível e aceitável para a maioria das cargas que dela necessitem. Por carga, chamamos qualquer tipo de equipamento ou dispositivo eletrônico como: motores AC, motores DC (corrente contínua ou ainda CC), lâmpadas, eletrodomésticos, computadores, equipamentos de áudio e vídeo, equipamentos médico-hospitalares, equipamentos de telecomunicações etc., conectados à rede elétrica.
Equipamentos sensíveis são definidos como aqueles que têm seu desempenho mais amplamente afetado pelos distúrbios da rede elétrica. São eles: equipamentos da tecnologia da informação - TI (computadores e seus periféricos, modems, roteadores, hubs etc); equipamentos de áudio e vídeo, principalmente os denominados high-end; equipamentos médico-hospitalares e de telecomunicações. Motores, lâmpadas e alguns dispositivos elétricos costumam apresentar menos sensibilidade a certos distúrbios da rede elétrica e, portanto, não são considerados equipamentos sensíveis. Procuramos dar especial atenção à influência que uma rede elétrica mal condicionada provoca no desempenho de equipamentos de áudio e vídeo high-end. Nesse setor, como em nenhum outro, os efeitos são extremamente perceptíveis.
A qualidade é a tônica da atividade humana no século XXI. Produtos e serviços se voltam no mundo todo para esse objetivo. A energia elétrica não foge à regra. Entretanto, a qualidade de energia elétrica do sistema público de distribuição deixa muito a desejar no quesito qualidade, o que impõe constantes limitações ao desempenho de equipamentos sensíveis e provoca severos problemas ao usuário, como queimas constantes ou manutenção precoce.
Devemos lembrar que o atual sistema de geração e distribuição de energia elétrica foi inicialmente concebido, no começo do século passado, para alimentar motores AC e lâmpadas incandescentes, cargas comuns naquela época. Hoje, o perfil dessas cargas mudou drasticamente e a rede elétrica atual é obrigada a alimentar cargas complexas, cada vez menos lineares, que poluem e impõem harmônicos e ruídos de toda ordem.
Motores AC e lâmpadas incandescentes costumam ser cargas lineares, bem comportadas. Cargas não-lineares, como o controle de velocidade em motores DC, motores de passo, lâmpadas de alta eficiência, reatores eletrônicos, fontes chaveadas e mais uma infinidade de outras que hoje são largamente conectadas à rede elétrica, possuem normalmente a forma da onda de corrente, repetitiva e simétrica, mas não senoidal. Isto significa que pode ser decomposta em harmônicos múltiplos ímpares da senóide original da tensão. Certos equipamentos eletroeletrônicos, como dispositivos à base de arco voltaico e retificadores de meia onda, também são responsáveis por gerar na rede elétrica os harmônicos pares típicos de formas de ondas assimétricas.
Os resultados mais óbvios da multiplicação destas cargas na rede são as distorções observadas na forma de onda senoidal, com introdução de ruídos espúrios de amplo espectro e a formação de um componente DC sobreposto à senóide original. Todos esses eventos são potencialmente danosos para os cada vez mais sofisticados, porém sensíveis, equipamentos de A/V e TI. A própria rede elétrica é afetada pelo aquecimento dos condutores resultante da interferência desses harmônicos, que, entre outros efeitos, podem provocar queima de fusíveis, aberturas erráticas de disjuntores e relés, interferência nas comunicações ou erros de medições.
A despeito de todo o esforço das geradoras e distribuidoras de energia para minimizar esses problemas, eles existirão enquanto permanecer este modelo. Nós consumidores, portanto, devemos estar preparados para enfrentá-los.
Um outro aspecto de consenso diz respeito aos sistemas de aterramento existentes nas instalações elétricas.
O aterramento adequado dos equipamentos e seus cabos de interligação, bem como de filtros de proteção, é imprescindível para o escoamento de ruídos e surtos provenientes da rede elétrica e também para a criação de uma boa referência de potencial elétrico. Isso é essencial para prover proteção, desempenho e melhorar a segurança de operação dos usuários.
A eficácia do aterramento e, por conseguinte, a sua influência nas instalações elétricas são questões que têm sido amplamente discutidas pelos profissionais da área. O fato é que, embora seja um item importantíssimo nos projetos de prédios residenciais, comerciais ou industriais – mesmo que por força da lei –, o que temos observado, na prática, é uma grande negligência na implementação do aterramento. Por outro lado, por parte dos usuários existe ainda um completo desconhecimento de sua real importância.
Cabe ressaltar que uma grande parcela das tomadas de força não disponibiliza o terceiro pino (terra) e o usuário nem sempre tem consciência da importância de usá-lo. Não é escopo deste artigo ensinar como obter um bom aterramento e nem avaliar os efeitos que a falta do mesmo provoca no desempenho e segurança dos equipamentos. Para se obter mais informações sobre aterramentos e instalações de baixa tensão, a norma ABNT5410 pode ser um bom começo.
Atualmente existe um consenso entre os especialistas no sentido de que não é possível a correção dos distúrbios da rede elétrica sem o emprego dos condicionadores de energia. Dependendo do tipo e da qualidade dos mesmos, o usuário poderá obter graus diversos de correção dos problemas e de níveis de segurança. Para o mercado de áudio e vídeo high-end, o usuário deve ter atenção redobrada, pois por melhor que seja a qualidade apresentada por um condicionador de energia, os efeitos nem sempre serão satisfatórios. Isso ocorre porque os filtros e fontes de alimentação intrínsecas a estes equipamentos possuem particularidades de projeto e construção, onde as impedâncias envolvidas podem não casar adequadamente, caso em que não se obtém o efeito desejado. O que se recomenda neste caso é ouvir e ver – não há outra maneira.
Para finalizar, vale assinalar que o consenso prevalecente nos Congressos de condicionamento de energia que ocorrem em todo o mundo é o de que é preciso mudar um pouco o atual paradigma: existe a preocupação, até certo ponto saudável, de saber o quanto meu equipamento é afetado pelos ruídos da rede elétrica; no entanto, pouca atenção se dá ao efeito que o meu equipamento terá sobre a rede. Para tanto, é preciso que se criem legislações específicas capazes de limitar a constante degradação da qualidade de energia elétrica.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Autorização.
A propósito da veiculação cá neste "Espaço", iniciada hoje com a Parte I, do texto do Engenheiro Dr. Aécio Siqueira, Presidente da SMS, Tecnologia Eletrônica Ltda. recebi dele a mensagem abaixo em que dá seu consentimento para essa divulgação:
Caro Dr. Holbein Menezes,
Obrigado pelo seu contato. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo entusiasmo que tem demonstrado pelas "coisas de reprodução musical", pelos negócios e .. enfim, pela vida. São poucas as pessoas que conseguem se manter jovens em idade mais avançada! Mais uma vez, parabéns!
Dr. Holbein, sem dúvida que tem minha autorização para a divulgação do referido texto. Para que eu possa acompanhar esse site de tão grande sucesso em Portugal, gostaria de ter o endereço eletrônico para que eu possa acessá-lo.
A SMS, como já confidenciei ao Sr. em outras oportunidades, perdeu o interesse pelo mercado hi-end de som, em função de não fazer parte do "core" da empresa, mas ainda mantém uma pequena linha de condicionadores de energia para uso em áudio/vídeo, e agora, entramos para valer no conceito de "casa inteligente" com vários produtos, conforme pode ser visto no nosso site www.dhsms.com.br .
Minhas cordiais saudações,
Aécio
Caro Dr. Holbein Menezes,
Obrigado pelo seu contato. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo entusiasmo que tem demonstrado pelas "coisas de reprodução musical", pelos negócios e .. enfim, pela vida. São poucas as pessoas que conseguem se manter jovens em idade mais avançada! Mais uma vez, parabéns!
Dr. Holbein, sem dúvida que tem minha autorização para a divulgação do referido texto. Para que eu possa acompanhar esse site de tão grande sucesso em Portugal, gostaria de ter o endereço eletrônico para que eu possa acessá-lo.
A SMS, como já confidenciei ao Sr. em outras oportunidades, perdeu o interesse pelo mercado hi-end de som, em função de não fazer parte do "core" da empresa, mas ainda mantém uma pequena linha de condicionadores de energia para uso em áudio/vídeo, e agora, entramos para valer no conceito de "casa inteligente" com vários produtos, conforme pode ser visto no nosso site www.dhsms.com.br .
Minhas cordiais saudações,
Aécio
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Vamos colaborar!
Os amigos estão a notar que tenho "comprado" a gentileza de alguns excelentes autores técnicos em elétrica e eletrônia, que nos cedem sem remuneração autoral, seus estudos sobre particularidades da Alta-fidelidade. Sem remuneração pecuniária mas, convenhamos, um comentário aqui e acolá, que não custa nada, às vezes tem mais valor do que a remuneração autoral. Façamos a nossa parte, Colegas!
Holbein.
Holbein.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

- Número de Mensagens: 239
Pontos/Reputação: 232
Data de inscrição: 09/06/2008
Re: Espaço Holbein Menezes
Caro Holbein,
bem, devo dizer que tem feito excelentes "negócios"... A gentileza que referiu, dos técnicos e sua, têm-nos proporcionado excelentes leituras.
Os meus agradecimentos... vou continuar com a leitura..
Um ou dois dias de trabalho significa leitura em atraso...
Cumprimentos,
Noé
bem, devo dizer que tem feito excelentes "negócios"... A gentileza que referiu, dos técnicos e sua, têm-nos proporcionado excelentes leituras.
Os meus agradecimentos... vou continuar com a leitura..
Cumprimentos,
Noé

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Localização: Batalha
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Data de inscrição: 12/04/2009
Re: Espaço Holbein Menezes
Boas .
este assunto em particular ,reveste-se de uma capital importancia no desempenho dos sistemas .pode o amigo Holbein conseguir passar a mensagem , visto haver muitos foristas que descuram as ligaçoes electricas .Boas sorte nessa missao ,pois quem souber humildemente aplicar alguns conceitos vai , sem duvida , registar serias melhorias !
Da minha parte muito obrigado , pois e sempre um prazer ler as suas palavras .
penso que ontem consegui converter um forista para essas melhorias , pois no meu sistema pude in-loco demonstrar as mesmas .
Boas musicas
Rui
este assunto em particular ,reveste-se de uma capital importancia no desempenho dos sistemas .pode o amigo Holbein conseguir passar a mensagem , visto haver muitos foristas que descuram as ligaçoes electricas .Boas sorte nessa missao ,pois quem souber humildemente aplicar alguns conceitos vai , sem duvida , registar serias melhorias !
Da minha parte muito obrigado , pois e sempre um prazer ler as suas palavras .
penso que ontem consegui converter um forista para essas melhorias , pois no meu sistema pude in-loco demonstrar as mesmas .
Boas musicas
Rui
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o valor dos homens nao e proporcional ao do seu sistema de som
se a minha vida te faz comichao ,faz como eu : trabalha !

lore- utilizador dedicado

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Ocupação: http://www.laso.pt/04solucoes/05galeria.php
Hobbies: cabrios ,motos , muitos kw , tatoos, adrenalina
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Data de inscrição: 26/10/2008
Re: Espaço Holbein Menezes
No que diz respeito à qualidade de serviço da rede de baixa tensão aconselho a leitura dos relatórios de qualidade da EDP:
www.edp.pt/EDPI/Internet/PT/.../EDPDistribuicao/.../servicequalityreports/
Bem como do Regulamento da Qalidade de Serviço
www.edp.pt/EDPI/Internet/PT/Group/Clients/.../Service_quality.htm
Aqui poderão esclarecer estas questões, bem como aperceber os esforços que estão a ser feitos no sentido da qualidade da rede nas suas várias vertentes.
Tem vindo a ser exigida a actualização das redes interiores em edifícios antigos com alguma resistências da parte de condomínios e residentes, embora nas instalações recentes já muito é garantido em relação à qualidade.
Após a entrada em vigor deste Regulamento, também tem a distribuidora de energia exigido a correcção das instalações de utentes cujos equipamentos provocam ruído na linha, obrigando-os a filtrarem as harmónicas produzidas por equipamentos de electrónica de potência de accionamento de motores eléctricos. Em especial as redes próximo de grandes unidades fabris, sofrem das influências danosas dos respectivos equipamentos.
Este regulamento confere ao utente a possibilidade de actuar junto do distribuidor no sentido de o obrigar a fornecer a energia com qualidade, tem é que ter a sua instalação segundo as novas Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT).
Claro que a comprovação da menor qualidade da energia pelo utente particular é difícil de conseguir já que exige equipamento de análise de rede que não está ao alcance de todos.
De referir também que a aplicação de equipamento de filtragem inadequado poderá ele próprio ser origem de interferências na rede pública. Em minha opinião uma filtragem incorrecta é pior que a não filtragem.
A maior parte dos casos de instalações de filtragem de que tenho conhecimento não tiveram nenhuma análise do grau de necessidade nem em qual dos parâmetros o que lhe retira qualquer validade técnica. A filtragem era para corrigir o quê, a tensão, a frequência da rede, as harmónicas, a tremulação (flicker) e a sê-lo em que medida?
São questões que não se resolvem com um qualquer cabo de ligação à tomada de custo mais ou menos exorbitante, nem com uma régua de tomadas comprada no super-mercado, com um interruptor e uma luzinha.
Enfim já vai longa a minha dissertação, aconselho que leiam o Regulamento para pelo menos ficarem com a verdadeira dimensão do problema.
Cumprimentos
www.edp.pt/EDPI/Internet/PT/.../EDPDistribuicao/.../servicequalityreports/
Bem como do Regulamento da Qalidade de Serviço
www.edp.pt/EDPI/Internet/PT/Group/Clients/.../Service_quality.htm
Aqui poderão esclarecer estas questões, bem como aperceber os esforços que estão a ser feitos no sentido da qualidade da rede nas suas várias vertentes.
Tem vindo a ser exigida a actualização das redes interiores em edifícios antigos com alguma resistências da parte de condomínios e residentes, embora nas instalações recentes já muito é garantido em relação à qualidade.
Após a entrada em vigor deste Regulamento, também tem a distribuidora de energia exigido a correcção das instalações de utentes cujos equipamentos provocam ruído na linha, obrigando-os a filtrarem as harmónicas produzidas por equipamentos de electrónica de potência de accionamento de motores eléctricos. Em especial as redes próximo de grandes unidades fabris, sofrem das influências danosas dos respectivos equipamentos.
Este regulamento confere ao utente a possibilidade de actuar junto do distribuidor no sentido de o obrigar a fornecer a energia com qualidade, tem é que ter a sua instalação segundo as novas Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT).
Claro que a comprovação da menor qualidade da energia pelo utente particular é difícil de conseguir já que exige equipamento de análise de rede que não está ao alcance de todos.
De referir também que a aplicação de equipamento de filtragem inadequado poderá ele próprio ser origem de interferências na rede pública. Em minha opinião uma filtragem incorrecta é pior que a não filtragem.
A maior parte dos casos de instalações de filtragem de que tenho conhecimento não tiveram nenhuma análise do grau de necessidade nem em qual dos parâmetros o que lhe retira qualquer validade técnica. A filtragem era para corrigir o quê, a tensão, a frequência da rede, as harmónicas, a tremulação (flicker) e a sê-lo em que medida?
São questões que não se resolvem com um qualquer cabo de ligação à tomada de custo mais ou menos exorbitante, nem com uma régua de tomadas comprada no super-mercado, com um interruptor e uma luzinha.
Enfim já vai longa a minha dissertação, aconselho que leiam o Regulamento para pelo menos ficarem com a verdadeira dimensão do problema.
Cumprimentos

Manuel Duarte- utilizador dedicado

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Condicionamento de Energia-Parte II.
Eng° Aécio Flávio Baraldi Siqueira – Diretor Presidente
SMS Tecnologia Eletrônica LTDA.
3.1. Distúrbios e Anomalias
Na seqüência, passaremos a discutir os distúrbios e outras anomalias presentes na rede elétrica.
Existem dezenas desses eventos, alguns potencialmente destrutivos, e outros que interferem apenas no funcionamento dos equipamentos. Alguns são gerados a partir de fenômenos que ocorrem na Natureza, como descargas elétricas provenientes de raios, enquanto outros são gerados localmente pela própria atuação das cargas conectadas à rede. Alguns outros têm origem nas subestações responsáveis pela distribuição da energia, como o que ocorre nas defasagens de tensão nos entroncamentos de linhas. Temos ainda as anomalias provenientes das deficiências da rede de distribuição e da própria instalação elétrica do usuário.
Procuramos sintetizar todos estes fenômenos em doze distúrbios, por serem os que afetam a rede elétrica com mais intensidade e freqüência.
3.1.1.1. Interferência Eletromagnética e por Rádio Frequência
A interferência eletromagnética (conhecido em inglês como Electromagnetic Interference –EMI) é um distúrbio de emissão provocado pelos circuitos internos dos equipamentos e também por eventos naturais que atingem a rede elétrica causando uma resposta indesejada, mau funcionamento ou degradação de performance de equipamentos. Por sua vez, a interferência por radiofrequência (Radio Frequency Interference – RFI) é a energia elétrica contida dentro do espectro das transmissões de ondas de rádio. A RFI conduzida é mais facilmente encontrada nas frequências de alguns poucos KHz até 30MHz. A RFI por irradiação é encontrada na faixa de frequência que vai dos 30MHz até 10GHz.
As ondas de rádio podem também ser geradas localmente pelos equipamentos digitais de alta velocidade como CD Players, DACs, DVDs, vídeo cassetes, TVs, sintonizadores, computadores, celulares e uma infinidade de outros aparelhos de tecnologia wireless, muito comuns atualmente.
Os chassis dos equipamentos, bem como seus cabos de força e de interligação, captam com muita facilidade estes dois tipos de interferência. Por apresentarem amplo espectro de frequência, esses ruídos são bastante difíceis de serem filtrados, principalmente se o sistema de aterramento não apresentar qualidade.
Embora a maior parte dos equipamentos possua filtros internos para atenuar a presença desses ruídos, a conexão de um bom aterramento é indispensável para que essas correntes espúrias fluam adequadamente para o terra.
Os níveis de EMI/RFI são internacionalmente regulamentados por normas que definem e estabelecem o conceito de EMC (Electro Magnetic Compatibility). Ou seja, a compatibilidade que um equipamento eletrônico deve apresentar entre os limites da sua capacidade de emissão de ruídos (EMI/RFI Emissions) e os limites da tolerância à captação dos mesmos, chamada de imunidade ou suscetibilidade (EMI/RFI immunity or susceptibility). Podemos citar como exemplo a IEC 61000-2-2 que, aliás, normatiza o uso da rede elétrica de baixa tensão para a transmissão de dados. Esta tecnologia é empregada a algum tempo em baixa velocidade para monitoração e controle de equipamentos remotos pelas concessionárias, mas vem sendo testada nos países industrializados e inclusive no Brasil para uso da Internet em alta velocidade (broadband), podendo poluir ainda mais a rede de distribuição de energia.
3.2. Spikes de Chaveamento
Os spikes de chaveamento, um tipo especial de EMI, são ruídos constituídos por pulsos repetitivos de amplo espectro de frequências que acometem a rede elétrica continuamente. São gerados por motores, aparelhos de ar condicionado, ventiladores de teto e muitos outros eletrodomésticos.
Esses equipamentos injetam ruídos na rede elétrica de modo diferencial, com mais frequência, embora o façam também em modo comum. Os ruídos de modo diferencial são sinais espúrios que se apresentam entre a fase e o neutro, ou entre as duas fases. Ruídos de modo comum aparecem simultaneamente nas duas fases ou na fase e no neutro, com a mesma amplitude em relação ao terra.
Fontes chaveadas, reatores eletrônicos, corretores ativos de fator de potência, inversores para motores e uma série de outros dispositivos chaveadores costumam gerar ruídos de modo comum.
A propagação desses ruídos se efetua por condução, sendo que um forte aliado para a atenuação dos mesmos são as indutâncias em série dos condutores nas instalações elétricas. Tais indutâncias criam uma alta impedância que dificulta a circulação dessas correntes. Por serem compostos de componente de alta frequência, esses ruídos tendem a propagar-se pela superfície dos condutores. Os fios rígidos utilizados nas instalações, por apresentarem pouca superfície de condução, também favorecem essa atenuação. Entretanto, os ruídos que não são atenuados e que penetram nos equipamentos, a exemplo dos outros ruídos de EMI/RFI, podem resultar no funcionamento errático dos equipamentos. O que ocorre é que dentro dos equipamentos haverá uma contaminação dos sinais analógicos e digitais de tal forma a levar os circuitos a interpretarem as funções erroneamente. Principalmente nos circuitos digitais, que trabalham com processamento de dois níveis discretos de tensão, essas formas de onda devem ter as bordas de mudança de estado limpas; caso contrário, a interpretação dos níveis lógicos são alterados, modificando os bytes a serem processados. Um byte alterado significa um endereçamento errado e o cumprimento de uma determinada função fica comprometido.
Isto é especialmente catastrófico em circuitos de controle de equipamentos que realizam tarefas essenciais nas atividades sociais. Imaginem o endereçamento errôneo de palavras digitais nos controladores de vôo e radares dos aeroportos, circuitos eletrônicos das aeronaves (daí a necessidade de desligar celulares, notebooks etc., dentro de aviões), nos equipamentos de suporte à vida e em uma incontável gama de outros equipamentos imprescindíveis para manter o mundo moderno em funcionamento.
Nas residências e escritórios comerciais, onde os cuidados necessários para eliminação dos seus efeitos indesejáveis praticamente não existem, esses distúrbios acabam por se tornar os responsáveis, entre outros problemas, pelo travamento dos computadores ou bugs de software. Em equipamentos A/V, provocam os famosos chiados nos alto-falantes e, para dar um exemplo muito comum, aqueles “chuviscos” que aparecem na tela do televisor quando um outro eletrodoméstico é ligado simultaneamente.
3.3. Correntes de Fuga
A corrente de fuga provoca a elevação do potencial elétrico dos chassis dos equipamentos devido à presença dos capacitores Y dos filtros EMI/RFI intrínsecos aos mesmos.
Essa diferença de potencial é especialmente perniciosa em equipamentos sensíveis, pois provocam um loop de corrente circulando entre os chassis de diferentes equipamentos. Estas correntes apresentam harmônicos e ruídos de várias ordens e magnitude, e seus efeitos afetam diretamente o desempenho dos equipamentos, principalmente nos destinados à reprodução de som e imagem.
Outra conseqüência da diferença de potencial interchassis é o faiscar que ocorre no momento das interconexões, havendo ainda a possibilidade de provocar choque elétrico no usuário. Uma grande parcela dos equipamentos não faz a conexão de capacitores Y nos circuitos internos do filtro justamente para evitar esses problemas, sobretudo porque nem sempre existe a possibilidade de conectá-los a um bom terra. Este procedimento acaba por fragilizar a proteção que deveriam possuir contra os ruídos EMI/RFI e spikes de chaveamento. Por isso, não é aconselhável ligar qualquer tipo de equipamento diretamente na rede elétrica. Dois fatores contribuem para esta afirmação. Em primeiro lugar, nem sempre os equipamentos possuem imunidade adequada a ruídos ou se enquadram dentro das normas de EMC (Compatibilidade Eletromagnética). Em segundo, nem sempre o terra tem a qualidade necessária para minimizar os efeitos indesejáveis desses ruídos.
SMS Tecnologia Eletrônica LTDA.
3.1. Distúrbios e Anomalias
Na seqüência, passaremos a discutir os distúrbios e outras anomalias presentes na rede elétrica.
Existem dezenas desses eventos, alguns potencialmente destrutivos, e outros que interferem apenas no funcionamento dos equipamentos. Alguns são gerados a partir de fenômenos que ocorrem na Natureza, como descargas elétricas provenientes de raios, enquanto outros são gerados localmente pela própria atuação das cargas conectadas à rede. Alguns outros têm origem nas subestações responsáveis pela distribuição da energia, como o que ocorre nas defasagens de tensão nos entroncamentos de linhas. Temos ainda as anomalias provenientes das deficiências da rede de distribuição e da própria instalação elétrica do usuário.
Procuramos sintetizar todos estes fenômenos em doze distúrbios, por serem os que afetam a rede elétrica com mais intensidade e freqüência.
3.1.1.1. Interferência Eletromagnética e por Rádio Frequência
A interferência eletromagnética (conhecido em inglês como Electromagnetic Interference –EMI) é um distúrbio de emissão provocado pelos circuitos internos dos equipamentos e também por eventos naturais que atingem a rede elétrica causando uma resposta indesejada, mau funcionamento ou degradação de performance de equipamentos. Por sua vez, a interferência por radiofrequência (Radio Frequency Interference – RFI) é a energia elétrica contida dentro do espectro das transmissões de ondas de rádio. A RFI conduzida é mais facilmente encontrada nas frequências de alguns poucos KHz até 30MHz. A RFI por irradiação é encontrada na faixa de frequência que vai dos 30MHz até 10GHz.
As ondas de rádio podem também ser geradas localmente pelos equipamentos digitais de alta velocidade como CD Players, DACs, DVDs, vídeo cassetes, TVs, sintonizadores, computadores, celulares e uma infinidade de outros aparelhos de tecnologia wireless, muito comuns atualmente.
Os chassis dos equipamentos, bem como seus cabos de força e de interligação, captam com muita facilidade estes dois tipos de interferência. Por apresentarem amplo espectro de frequência, esses ruídos são bastante difíceis de serem filtrados, principalmente se o sistema de aterramento não apresentar qualidade.
Embora a maior parte dos equipamentos possua filtros internos para atenuar a presença desses ruídos, a conexão de um bom aterramento é indispensável para que essas correntes espúrias fluam adequadamente para o terra.
Os níveis de EMI/RFI são internacionalmente regulamentados por normas que definem e estabelecem o conceito de EMC (Electro Magnetic Compatibility). Ou seja, a compatibilidade que um equipamento eletrônico deve apresentar entre os limites da sua capacidade de emissão de ruídos (EMI/RFI Emissions) e os limites da tolerância à captação dos mesmos, chamada de imunidade ou suscetibilidade (EMI/RFI immunity or susceptibility). Podemos citar como exemplo a IEC 61000-2-2 que, aliás, normatiza o uso da rede elétrica de baixa tensão para a transmissão de dados. Esta tecnologia é empregada a algum tempo em baixa velocidade para monitoração e controle de equipamentos remotos pelas concessionárias, mas vem sendo testada nos países industrializados e inclusive no Brasil para uso da Internet em alta velocidade (broadband), podendo poluir ainda mais a rede de distribuição de energia.
3.2. Spikes de Chaveamento
Os spikes de chaveamento, um tipo especial de EMI, são ruídos constituídos por pulsos repetitivos de amplo espectro de frequências que acometem a rede elétrica continuamente. São gerados por motores, aparelhos de ar condicionado, ventiladores de teto e muitos outros eletrodomésticos.
Esses equipamentos injetam ruídos na rede elétrica de modo diferencial, com mais frequência, embora o façam também em modo comum. Os ruídos de modo diferencial são sinais espúrios que se apresentam entre a fase e o neutro, ou entre as duas fases. Ruídos de modo comum aparecem simultaneamente nas duas fases ou na fase e no neutro, com a mesma amplitude em relação ao terra.
Fontes chaveadas, reatores eletrônicos, corretores ativos de fator de potência, inversores para motores e uma série de outros dispositivos chaveadores costumam gerar ruídos de modo comum.
A propagação desses ruídos se efetua por condução, sendo que um forte aliado para a atenuação dos mesmos são as indutâncias em série dos condutores nas instalações elétricas. Tais indutâncias criam uma alta impedância que dificulta a circulação dessas correntes. Por serem compostos de componente de alta frequência, esses ruídos tendem a propagar-se pela superfície dos condutores. Os fios rígidos utilizados nas instalações, por apresentarem pouca superfície de condução, também favorecem essa atenuação. Entretanto, os ruídos que não são atenuados e que penetram nos equipamentos, a exemplo dos outros ruídos de EMI/RFI, podem resultar no funcionamento errático dos equipamentos. O que ocorre é que dentro dos equipamentos haverá uma contaminação dos sinais analógicos e digitais de tal forma a levar os circuitos a interpretarem as funções erroneamente. Principalmente nos circuitos digitais, que trabalham com processamento de dois níveis discretos de tensão, essas formas de onda devem ter as bordas de mudança de estado limpas; caso contrário, a interpretação dos níveis lógicos são alterados, modificando os bytes a serem processados. Um byte alterado significa um endereçamento errado e o cumprimento de uma determinada função fica comprometido.
Isto é especialmente catastrófico em circuitos de controle de equipamentos que realizam tarefas essenciais nas atividades sociais. Imaginem o endereçamento errôneo de palavras digitais nos controladores de vôo e radares dos aeroportos, circuitos eletrônicos das aeronaves (daí a necessidade de desligar celulares, notebooks etc., dentro de aviões), nos equipamentos de suporte à vida e em uma incontável gama de outros equipamentos imprescindíveis para manter o mundo moderno em funcionamento.
Nas residências e escritórios comerciais, onde os cuidados necessários para eliminação dos seus efeitos indesejáveis praticamente não existem, esses distúrbios acabam por se tornar os responsáveis, entre outros problemas, pelo travamento dos computadores ou bugs de software. Em equipamentos A/V, provocam os famosos chiados nos alto-falantes e, para dar um exemplo muito comum, aqueles “chuviscos” que aparecem na tela do televisor quando um outro eletrodoméstico é ligado simultaneamente.
3.3. Correntes de Fuga
A corrente de fuga provoca a elevação do potencial elétrico dos chassis dos equipamentos devido à presença dos capacitores Y dos filtros EMI/RFI intrínsecos aos mesmos.
Essa diferença de potencial é especialmente perniciosa em equipamentos sensíveis, pois provocam um loop de corrente circulando entre os chassis de diferentes equipamentos. Estas correntes apresentam harmônicos e ruídos de várias ordens e magnitude, e seus efeitos afetam diretamente o desempenho dos equipamentos, principalmente nos destinados à reprodução de som e imagem.
Outra conseqüência da diferença de potencial interchassis é o faiscar que ocorre no momento das interconexões, havendo ainda a possibilidade de provocar choque elétrico no usuário. Uma grande parcela dos equipamentos não faz a conexão de capacitores Y nos circuitos internos do filtro justamente para evitar esses problemas, sobretudo porque nem sempre existe a possibilidade de conectá-los a um bom terra. Este procedimento acaba por fragilizar a proteção que deveriam possuir contra os ruídos EMI/RFI e spikes de chaveamento. Por isso, não é aconselhável ligar qualquer tipo de equipamento diretamente na rede elétrica. Dois fatores contribuem para esta afirmação. Em primeiro lugar, nem sempre os equipamentos possuem imunidade adequada a ruídos ou se enquadram dentro das normas de EMC (Compatibilidade Eletromagnética). Em segundo, nem sempre o terra tem a qualidade necessária para minimizar os efeitos indesejáveis desses ruídos.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Uma experiência pessoal.
Meus equipamentos "sensíveis", ou seja, aqueles que estão na ponta da geração do sinal - CD e DVD Players - são ligados à rede pública por via de no-breaks sinoidais da marca SMS, por escolha experimental (Dr. Aécio nem sabia disso.) O edifício em que moro, muito moderno, com ISO 9001 de qualidade, possui excelente terra, e todas as tomadas são de três pinos. Em meu apartamento tenho energia trifásica. Portanto, ligo cada canal do sistema esfereofônico (quando o componente não é estéreo) em fase elétrica diferente; cabos elétricos, diretos à sala de som, desde o relógio medidor. Os amplificadores "singled-end", monofônicos, são ligados diretos na rede doméstica.
Para o caso dos ledores (CD E DVD), e das colunas eletrostáticas, tenho energia em 115 AC Volts, pura e estabilizada, gerada a partir de baterias automotivas, que de contínua é invertida para alternada por inversores (dois) internos nos no-breaks.
Quando altero essa situação, a qualidade sonora modifica-se, perco mínimos e sutis detalhes e aparecem a digitalite e a nasalidade nas vozes e cordas.
Holbein.
Para o caso dos ledores (CD E DVD), e das colunas eletrostáticas, tenho energia em 115 AC Volts, pura e estabilizada, gerada a partir de baterias automotivas, que de contínua é invertida para alternada por inversores (dois) internos nos no-breaks.
Quando altero essa situação, a qualidade sonora modifica-se, perco mínimos e sutis detalhes e aparecem a digitalite e a nasalidade nas vozes e cordas.
Holbein.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Re: Espaço Holbein Menezes
Tenho a ideia de um dia, quando possível ligar todo o sistema aproveitando a energia solar. Não sei ainda como e ainda se tem desvantagens, mas à partida penso que para além dos óbvios benefícios para o ambiente, seria mais fácil construir uma rede personalizada,... teoricamente.
Por enquanto ando a recolher alguma informação sobre isso, mas só poderei dedicar-me quando mudar de casa...
Que pensam desta solução, será viável?
Já teve oportunidade de testar Holbein?
Por enquanto ando a recolher alguma informação sobre isso, mas só poderei dedicar-me quando mudar de casa...
Que pensam desta solução, será viável?
Já teve oportunidade de testar Holbein?

xch- Membro Audiopt

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Re: Espaço Holbein Menezes
É viável



Manuel Duarte- utilizador dedicado

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Viável, é!
O Manuel Duarte deu o esquema; viável, viabilíssimo; praticá-lo, quem há-de?
Holbein.
Holbein.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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Re: Espaço Holbein Menezes
veremos se resultará bem,... é um esquema que espero testar um dia. obrigado.

xch- Membro Audiopt

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Bitola do fio, para transformador e bobina de núcleo de ar.
Atentaram para uma das fotos que o Luke Skywalker postou aqui no "Espaço", aquela em que aparece a fonte de um aparelho montado pelo Engenheiro VTR, onde se veem transformadores a descoberto? Observaram a bitola do fio esmaltado?
Minha recente experiência com bitola de fio rígido para bobina de núcleo de ar deixou-me a mim, contumaz e costumeiro cismarento sobre "efeitos de melhora" em componentes eletrônico, deixou-me a mim estupefacto. No meu "crossover" made in home mandara enrolar duas bobinas de 3 mH, com fio 16, por razão de limitação de espaço físico. As bobinas estavam situadas no circuito passa-baixas do divisor de frequência. Não gostei do resultado sonoro.
Mexe aqui, bole acolá, troca isto por aquilo, foi = a trocar seis por meia-dúzia.
Aí, na minha cabecinha de santo onofre, eis que surge a idéia de mandar enrolar outro par de bobinas mas, desta vez, com fio esmaltado bitola 14! Tudo o mais a permanecer igual, foi uma melhora e tanto! Os graves das "Clarity", de 400 Hz abaixo, ficaram mais firmes, mais presentes e bastante articulados. Quê! E por quê?
Porque, não sei, só sei que mandei enrolar novas duas bobinas, também de 3 mH, mas com fio esmaltado bitola 10! Bestial! o resultado; bestial! As novas bobinas com fio esmaltado bitola 10 pesam alguns quilos... E parece que a região de 400 Hz abaixo passou a "pesar" em "simpatia" tanto igual!
Vocês aí, você meu estimado Manuel Duarte, você meu querido Paulotd124, como explicam o "fenômeno"? Em bobina ou transformador aplica-se a recomendação de Gilbert Briggs, mutatis mutandis, "the grosser, the better"?
Ou é o tal "skin effect"?
Que os Engenheiros falem!
Holbein.
Minha recente experiência com bitola de fio rígido para bobina de núcleo de ar deixou-me a mim, contumaz e costumeiro cismarento sobre "efeitos de melhora" em componentes eletrônico, deixou-me a mim estupefacto. No meu "crossover" made in home mandara enrolar duas bobinas de 3 mH, com fio 16, por razão de limitação de espaço físico. As bobinas estavam situadas no circuito passa-baixas do divisor de frequência. Não gostei do resultado sonoro.
Mexe aqui, bole acolá, troca isto por aquilo, foi = a trocar seis por meia-dúzia.
Aí, na minha cabecinha de santo onofre, eis que surge a idéia de mandar enrolar outro par de bobinas mas, desta vez, com fio esmaltado bitola 14! Tudo o mais a permanecer igual, foi uma melhora e tanto! Os graves das "Clarity", de 400 Hz abaixo, ficaram mais firmes, mais presentes e bastante articulados. Quê! E por quê?
Porque, não sei, só sei que mandei enrolar novas duas bobinas, também de 3 mH, mas com fio esmaltado bitola 10! Bestial! o resultado; bestial! As novas bobinas com fio esmaltado bitola 10 pesam alguns quilos... E parece que a região de 400 Hz abaixo passou a "pesar" em "simpatia" tanto igual!
Vocês aí, você meu estimado Manuel Duarte, você meu querido Paulotd124, como explicam o "fenômeno"? Em bobina ou transformador aplica-se a recomendação de Gilbert Briggs, mutatis mutandis, "the grosser, the better"?
Ou é o tal "skin effect"?
Que os Engenheiros falem!
Holbein.
holbein menezes- Equipa Audiopt - Colaborador

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