Mais “músculo” para o Musical Fidelity X-LPS
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02112008
Mais “músculo” para o Musical Fidelity X-LPS
Quem leu o meu post intitulado “A Odisseia do meu Rega P3 / RB300”, poderá eventualmente ter-se questionado sobre o que ia acontecendo, também, a jusante do Rega P3, à medida que as modificações iam ocorrendo.
Penso não errar muito ao afirmar que a maior parte dos amantes do aúdio, despertou para este hobby com equipamentos modestos e evoluíndo no sentido em que o impulso da paixão e as disponibilidades da sua carteira assim o permitiam. Não fui excepção a esta quase regra, e de facto desde Akai, Sansui, Sony, Marantz, Rotel, Musical Fidelity (que saudades do célebre B1…) vários modelos dessas marcas por cá pararam, até que apareceu por cá o meu beloved Jadis Orchestra. Quanto a gira-discos…foram tantos e tantas as barbaridades cometidas (os menos jovens lembrar-se-ão certamente da técnica da colocação de uma moeda de 5 coroas ou 1 escudo, fixa à shell, de modo a que a agulha, a precisar de meias solas, não saltasse das espiras…. que heresia…) que me dispenso de os citar, para não passar vergonhas.
Esqueçamos portanto algum passado e concentremo-nos a partir do momento em que o Rega P3 / RB 300, entra em cena – já lá vão 17 aninhos.
Creio que por essa altura tinha 2 unidades RB-970BX, da Rotel, em configuração monobloco sendo o pré, um RC-970. Apesar deste prévio ter já um decente estágio para células MM e MC, comecei no entanto a utilizar prévios externos, modestos mas competentes, como eram os (já descontinuados) OBH-8 e OBH9 da Creek. No entanto com o Jadis, e à medida que os mods no Rega iam progredindo, facilmente constatei que os Creek não davam conta do recado, jogando na mesma equipa do Rega 3 (já com algumas modificações) e do Jadis Orchestra. Tornou-se um imperativo a aquisição de um prévio de um escalão superior tendo, na altura, optado pelo aclamado e galardoado X-LPS da Musical Fidelity. Aí sim…As modificações entretanto efectuadas ao Rega vieram “ao de cima”. Que diferença em termos de detalhe de dinâmica e de transparência!!! Parecia que tudo se tinha transfigurado, naturalmente no bom sentido.
No entanto, cada vez que olhava para o transformador 230/12V fornecido com aquele prévio (AC Adapter F34ADT-7), dava comigo a pensar se de facto ele seria suficiente para os 500 mA requeridos para a respectiva alimentação, ou se dando mais “ração ao bicho” as coisas poderiam melhorar.
A dúvida é uma coisa terrível. Vai daí toca a pensar em construir algo decente para substituir o referido AC Adapter. Felizmente para mim, bem próximo da minha casa existe um estabelecimento que se dedica ao desmantelamento e triagem de tudo o que seja equipamento eléctrico e electrónico, como sejam computadores, telefones, televisores e as coisas mais incríveis que se possam imaginar. Não raro é encontrar equipamentos nas caixas de origem, novos e selados, só porque entretanto a tecnologia utilizada foi ultrapassada e estão obsoletos. Para mim e para tantos outros que gostam de montagens electrónicas aquilo é o Céu… Primeiro porque os preços são de “sucata” e, segundo porque é possível encontrar componentes que nas lojas de retalho nacionais dificilmente se encontram. Ao fim de meia dúzia de voltas por esse Paraíso, lá encontrei o que queria…Um transformador toroidal 220 / 12 V, de 50 VA !!!!. (uma capacidade 800% superior à disponibilizada pelo dito transformador da MF !!!), e uma régua artilhada com 5 Noise Filters da Nemic Lambda (ref. MXB 1230-33) para 30 A, com aspecto de novos e ainda interruptores de painel de altíssima qualidade, porta fusiveis, etc. Quer o transformador quer os filtros estão manifestamente sobredimensionados para o fim em vista, mas aqui não se aplica o velho aforismo popular – O que é demais é moléstia…. Antes pelo contrário…
Agora vem a parte desagradável e que me dará direito a receber pedidos de informação sobre a localização do “tal Paraíso”…o preço daquela tralha toda foi de …. 10 Euros !!! Acreditem ou não….10 Euros !!! Vá lá…não sou de fazer caixinha, portanto a quem quiser saber eu dou as indicações do “caminho para o Paraíso”….
O resto necessário para o projecto eu tinha cá por casa. Caixa em alumínio para alojar a montagem, interruptor, tomada IEC de painel, LED, tomada e ficha de microfone de 2 pinos, 1,5 m de cabo de microfone (Tasker C-128), manga termo retráctil, toroide de ferrite, fiarada e terminais. Pessoalmente, penso que teria resultado esteticamente melhor a caixinha em preto. Mas era o que por cá havia … e pinturas ou lacagens não são muito do meu gosto.
No fim-de-semana seguinte a montagem estava terminada e testada. Toca a ligar amplificador, prévio e a unidade de alimentação, o prato e dar o tempo necessário para o “warm up”.
Caríssimos, as diferenças não podendo ser como da noite para o dia são objectivamente significativas. Particularmente a dinâmica melhorou muitíssimo. Em alguns discos em que a gama dinâmica é bastante ampla, tem-se a sensação que se está a utilizar um amplificador com mais “pulmões”, mais folgado, dada a facilidade na resposta a transientes. E o silêncio ?? É dos tais temas que pode parecer idiotice, mas o silêncio agora é profundamente “escuro”, e muito mais silencioso. Desculpem mas não consigo evitar o pleonasmo.
Talvez consequência dos dois factores apontados a noção de espaço melhorou significativamente. Está tudo mais limpo e mais definido.
Valeu a pena ?? Se valeu !! Foi dos melhores upgrades que já fiz até hoje, e se tivermos em atenção o tempo e os Euros dispendidos…foi um autêntico achado.







A todos as minhas saudações.
Artur Santos
Penso não errar muito ao afirmar que a maior parte dos amantes do aúdio, despertou para este hobby com equipamentos modestos e evoluíndo no sentido em que o impulso da paixão e as disponibilidades da sua carteira assim o permitiam. Não fui excepção a esta quase regra, e de facto desde Akai, Sansui, Sony, Marantz, Rotel, Musical Fidelity (que saudades do célebre B1…) vários modelos dessas marcas por cá pararam, até que apareceu por cá o meu beloved Jadis Orchestra. Quanto a gira-discos…foram tantos e tantas as barbaridades cometidas (os menos jovens lembrar-se-ão certamente da técnica da colocação de uma moeda de 5 coroas ou 1 escudo, fixa à shell, de modo a que a agulha, a precisar de meias solas, não saltasse das espiras…. que heresia…) que me dispenso de os citar, para não passar vergonhas.
Esqueçamos portanto algum passado e concentremo-nos a partir do momento em que o Rega P3 / RB 300, entra em cena – já lá vão 17 aninhos.
Creio que por essa altura tinha 2 unidades RB-970BX, da Rotel, em configuração monobloco sendo o pré, um RC-970. Apesar deste prévio ter já um decente estágio para células MM e MC, comecei no entanto a utilizar prévios externos, modestos mas competentes, como eram os (já descontinuados) OBH-8 e OBH9 da Creek. No entanto com o Jadis, e à medida que os mods no Rega iam progredindo, facilmente constatei que os Creek não davam conta do recado, jogando na mesma equipa do Rega 3 (já com algumas modificações) e do Jadis Orchestra. Tornou-se um imperativo a aquisição de um prévio de um escalão superior tendo, na altura, optado pelo aclamado e galardoado X-LPS da Musical Fidelity. Aí sim…As modificações entretanto efectuadas ao Rega vieram “ao de cima”. Que diferença em termos de detalhe de dinâmica e de transparência!!! Parecia que tudo se tinha transfigurado, naturalmente no bom sentido.
No entanto, cada vez que olhava para o transformador 230/12V fornecido com aquele prévio (AC Adapter F34ADT-7), dava comigo a pensar se de facto ele seria suficiente para os 500 mA requeridos para a respectiva alimentação, ou se dando mais “ração ao bicho” as coisas poderiam melhorar.
A dúvida é uma coisa terrível. Vai daí toca a pensar em construir algo decente para substituir o referido AC Adapter. Felizmente para mim, bem próximo da minha casa existe um estabelecimento que se dedica ao desmantelamento e triagem de tudo o que seja equipamento eléctrico e electrónico, como sejam computadores, telefones, televisores e as coisas mais incríveis que se possam imaginar. Não raro é encontrar equipamentos nas caixas de origem, novos e selados, só porque entretanto a tecnologia utilizada foi ultrapassada e estão obsoletos. Para mim e para tantos outros que gostam de montagens electrónicas aquilo é o Céu… Primeiro porque os preços são de “sucata” e, segundo porque é possível encontrar componentes que nas lojas de retalho nacionais dificilmente se encontram. Ao fim de meia dúzia de voltas por esse Paraíso, lá encontrei o que queria…Um transformador toroidal 220 / 12 V, de 50 VA !!!!. (uma capacidade 800% superior à disponibilizada pelo dito transformador da MF !!!), e uma régua artilhada com 5 Noise Filters da Nemic Lambda (ref. MXB 1230-33) para 30 A, com aspecto de novos e ainda interruptores de painel de altíssima qualidade, porta fusiveis, etc. Quer o transformador quer os filtros estão manifestamente sobredimensionados para o fim em vista, mas aqui não se aplica o velho aforismo popular – O que é demais é moléstia…. Antes pelo contrário…
Agora vem a parte desagradável e que me dará direito a receber pedidos de informação sobre a localização do “tal Paraíso”…o preço daquela tralha toda foi de …. 10 Euros !!! Acreditem ou não….10 Euros !!! Vá lá…não sou de fazer caixinha, portanto a quem quiser saber eu dou as indicações do “caminho para o Paraíso”….
O resto necessário para o projecto eu tinha cá por casa. Caixa em alumínio para alojar a montagem, interruptor, tomada IEC de painel, LED, tomada e ficha de microfone de 2 pinos, 1,5 m de cabo de microfone (Tasker C-128), manga termo retráctil, toroide de ferrite, fiarada e terminais. Pessoalmente, penso que teria resultado esteticamente melhor a caixinha em preto. Mas era o que por cá havia … e pinturas ou lacagens não são muito do meu gosto.
No fim-de-semana seguinte a montagem estava terminada e testada. Toca a ligar amplificador, prévio e a unidade de alimentação, o prato e dar o tempo necessário para o “warm up”.
Caríssimos, as diferenças não podendo ser como da noite para o dia são objectivamente significativas. Particularmente a dinâmica melhorou muitíssimo. Em alguns discos em que a gama dinâmica é bastante ampla, tem-se a sensação que se está a utilizar um amplificador com mais “pulmões”, mais folgado, dada a facilidade na resposta a transientes. E o silêncio ?? É dos tais temas que pode parecer idiotice, mas o silêncio agora é profundamente “escuro”, e muito mais silencioso. Desculpem mas não consigo evitar o pleonasmo.
Talvez consequência dos dois factores apontados a noção de espaço melhorou significativamente. Está tudo mais limpo e mais definido.
Valeu a pena ?? Se valeu !! Foi dos melhores upgrades que já fiz até hoje, e se tivermos em atenção o tempo e os Euros dispendidos…foi um autêntico achado.







A todos as minhas saudações.
Artur Santos
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Who said vinyl was dead ???

vinyl33- Membro Audiopt

- Número de Mensagens: 273
Idade: 57
Localização: Vila Nova de Gaia
Hobbies: Hi-Fi, Radioamadorismo e Fotografia
Pontos/Reputação: 465
Data de inscrição: 28/10/2008
Mais “músculo” para o Musical Fidelity X-LPS :: Comentários
Boa noite
Pergunto se seria possivel fornecer o esquema da fonte de alimentação.
boas audições
Henriques Ferrão
Pergunto se seria possivel fornecer o esquema da fonte de alimentação.
boas audições
Henriques Ferrão
Parabens, está muito cool, aquele lambda não me é desconhecido. Só falta mesmo indicares o circuito.
Cumpts,
Cumpts,
meu caro artur santos
gostava de por este meio lhe expressar toda a minha gratidão em função da extraordinária ajuda que fez o favor de me prestar. nos tempos que correm não é vulgar encontrar pessoas assim, ainda por cima sendo uma ajuda desinteressada e em que teve "prejuizo" (como depois explicarei).
para aqueles que não sabem, direi apenas que em resultado de um empréstimo da minha casa a uns amigos de um familiar meu, por um fim de semana para dar uma festa, fizeram o favor de me arruinar o que restava da Denon DL-103. confesso que ao principio pensei que a leitura incorrecta se devesse a um desajuste do braço ou outra anomalia qualquer, nunca imaginei que a célula tivesse mesmo dado a alma ao criador.
pois o que se passou foi que o artur santos não só detectou o problema e proferiu o diagnóstico como fez o favor de me oferecer uma célula Sumiko Blue Point que tinha de reserva, tendo depois o cuidado de afinar o gira discos convenientemente dado que dispõe de uma série de equipamentos para esse fim especifico.
por tudo isso, que calou bem fundo na minha pessoa, o meu agradecimento público é o mínimo que posso fazer nestas circunstâncias, esperando um dia poder vir a retribuir minimamente a magnitude de tal gesto.
o meu bem haja
jose mario
gostava de por este meio lhe expressar toda a minha gratidão em função da extraordinária ajuda que fez o favor de me prestar. nos tempos que correm não é vulgar encontrar pessoas assim, ainda por cima sendo uma ajuda desinteressada e em que teve "prejuizo" (como depois explicarei).
para aqueles que não sabem, direi apenas que em resultado de um empréstimo da minha casa a uns amigos de um familiar meu, por um fim de semana para dar uma festa, fizeram o favor de me arruinar o que restava da Denon DL-103. confesso que ao principio pensei que a leitura incorrecta se devesse a um desajuste do braço ou outra anomalia qualquer, nunca imaginei que a célula tivesse mesmo dado a alma ao criador.
pois o que se passou foi que o artur santos não só detectou o problema e proferiu o diagnóstico como fez o favor de me oferecer uma célula Sumiko Blue Point que tinha de reserva, tendo depois o cuidado de afinar o gira discos convenientemente dado que dispõe de uma série de equipamentos para esse fim especifico.
por tudo isso, que calou bem fundo na minha pessoa, o meu agradecimento público é o mínimo que posso fazer nestas circunstâncias, esperando um dia poder vir a retribuir minimamente a magnitude de tal gesto.
o meu bem haja
jose mario
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